8 dicas para a prevenção contra a dengue, chikungunya e o zika vírus

O risco de contaminação com dengue, febre chikungunya e zika vírus é permanente. A única maneira de evitar essas doenças é eliminar os criadouros do aedes aegypti, o mosquito responsável pela transmissão dessas doenças.

É importante saber que os ovos depositados em recipientes como vasos, telhas, caixas d’água e vasos de plantas podem ficar de um ano a 450 dias a seco e, se houver contato com água, eles eclodem e viram larvas em até 20 minutos.

Com sintomas como febre alta, dor de cabeça e dores atrás dos olhos, a dengue não é uma doença nova: segundo um estudo da Fiocruz e do Núcleo Operacional Sentinela de Mosquitos Vetores, ela surgiu no Brasil no final do século 19, no Rio de Janeiro (RJ) e em Curitiba (PR). No entanto, o maior surto ocorreu em 2013, quando foram notificados aproximadamente 2 milhões de casos. No ano passado, foram registrados mais de 1,5 milhão de casos prováveis da doença, segundo o Ministério da Saúde.

A febre Chikungunya, por sua vez, foi descoberta somente em 2014, mas o número de casos cresceu neste ano. De acordo com o Ministério da Saúde, foram notificados em todo o país 122.762 casos de janeiro a maio de 2016, nove vezes mais do que no mesmo período do ano passado, que teve 13.160 casos. A doença se manifesta entre dois e 12 dias depois da picada do aedes aegypti e causa febre, dor de cabeça, manchas vermelhas e dores nas articulações.

Já os primeiros casos do zika vírus no país são de 2015 e foram registrados em Natal (RN). Entre fevereiro e abril deste ano, quando saíram as primeiras estatísticas sobre a doença, foram notificados 91,3 mil casos. A consequência mais grave é para as grávidas, já que a contaminação tem sido associada ao desenvolvimento de microcefalia nos bebês.

Dada a gravidade das doenças, é importante se prevenir. Confira algumas dicas simples do Ministério da Saúde de como cuidar de sua casa e proteger sua família, eliminando os ovos do mosquito e evitando que alguns espaços acumulem água:

1) Caixa d’água

A caixa d’água precisa estar sempre fechada e ser limpa a cada seis meses. Caso você encontre larvas de mosquito, por conta de frestas abertas ou furos na tampa, é importante proceder a higienização da mesma forma.

Você deve, primeiramente, esvaziar a caixa. Depois, com uma bucha ou vassoura, água e sabão, esfregar toda a superfície interna do recipiente para tirar os ovos do aedes aegypti. Jogar fora a água contaminada e reabastecer a caixa.

Feito isso, coloque água sanitária e feche a caixa d’água, consertando a brecha ou vazamento que permitiram que os mosquitos colocassem seus ovos. Se, ao fechar a caixa, ainda persistirem frestas, use uma tela fina, que pode ser encontrada em materiais de construção, entre a tampa e a caixa e evite uma nova ação do mosquito.

2) Piscinas

Em casos de piscinas de alvenaria, fibra de vidro ou vinil, cobri-las com capas não é o suficiente para acabar com os focos. É preciso mantê-las limpas (esfregue as bordas também com água e sabão) e cloradas semanalmente, já que o mosquito não sobrevive a essa substância.

Já as piscinas portáteis para crianças devem ser mantidas secas e guardadas quando não estiverem em uso.

Caso haja alguma piscina abandonada na vizinhança e não seja possível contatar o proprietário para tomar as devidas providências, a recomendação é encaminhar a denúncia para o Disque Saúde: 0800 61 1997.

3) Lajes e calhas

Monitore se não há água de chuva acumulada sobre as lajes, e remova folhas, galhos e tudo o que possa bloquear o escoamento de água nas calhas das casas. Esse cuidado deve ser redobrado caso haja árvores próximas, que podem entupir a passagem mais rapidamente.

4) Pote do animal

Se você tem cachorro ou gato, é importante lavar o pote de água e comida pelo menos duas vezes por semana, sempre usando bucha, água e sabão, para tirar os ovos e as larvas.

5) Vasos de planta

Se acumulou água no prato, lave-o com escova ou bucha, água e sabão para eliminar possíveis ovos do mosquito. Depois, encha-o, até a borda, com areia e, toda semana, verifique se o prato ainda está cheio e limpo.

O mais recomendado é evitar a utilização de pratos de planta e, caso isso não seja possível, higienizá-los toda semana.

Se você tem vasos com plantas aquáticas, lave-os com água, sabão e escova e troque a água pelo menos uma vez por semana.

6) Bromélias

As bromélias, assim como outras plantas, são criadouros naturais do aedes aegypti. O ideal é não termos as bromélias dentro de casa, mas, caso você queira tê-las, evite deixá-las do lado externo da casa em tempos de chuva.

Semanalmente, dissolva uma colher de sopa de água de sanitária de boa qualidade em um litro de água e despeje dentro na bromélia. A solução não pode ser guardada para tratar a planta na semana seguinte.

Uma alternativa é lançar todas as semanas um jato d’água sobre a planta para que a água que fica depositada em seu interior seja trocada.

7) Banheiro

Se você tiver um banheiro desativado em casa, lave-o uma ou duas vezes por semana, colocando água sanitária no ralo do chão e cobrindo-o com um tapete. Também coloque água sanitária no vaso e o mantenha sempre com a tampa fechada.

8) Lixo

Jogue no lixo todo objeto que possa acumular água, como copos, potes, embalagens usada, etc. Coloque-o em sacos plásticos e mantenha a lixeira bem fechada e fora do alcance de animais até o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana.